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Lê o texto com atenção:

 

“Ora então muito bom dia. Cá temos o Condado Portucalense mais o Conde D. Henrique e a senhora D. Teresa. Parabéns ao senhor Conde e à senhora Condessa.

Se não te importas, meu menino, vamos repetir as últimas coisas que te ensinei.

Deixámos a nossa Península habitada por duas espécies de homens: os árabes e os cristãos. Não é assim? Os árabes ocupavam, pouco mais ou menos, a metade de baixo e os cristãos, a metade de cima. Entre os cristãos havia um rei que te disse chamar-se Afonso 6º. Era o rei de Leão. E como as terras do rei de Leão eram muitas ele ofereceu uma parte à sua filha Teresa e ao marido D. Henrique. Está bem?

Não te esqueças que o nosso D. Henrique governava o Condado Portucalense mas que, apesar disso, o rei das terras todas dos cristãos era o senhor Afonso 6º. Se o rei Afonso 6º quisesse tirar o Condado ao D. Henrique, tirava-o e ninguém tinha nada com isso. O Condado tinha sido oferecido para o D. Henrique governar e não para ficar com ele.

Ora um dia aconteceu ao D. Henrique uma coisa que acontece a toda a gente: morreu. Morreu e enterrou-se. Quando tu fores grande e andares a viajar vai a Braga, que é uma cidade portuguesa que fica lá para o norte, e pergunta onde é a Sé. Lá encontrarás o túmulo do senhor Conde. O túmulo é o lugar onde se guarda o corpo da pessoa que morreu. O túmulo do D. Henrique é uma caixa de pedra onde estão os ossos dele e que tem na tampa a figura do senhor Conde, deitado ao comprido e também feito de pedra.

Quando o D. Henrique morreu quem ficou a governar o Condado Portucalense? Quem havia de ser? A mulher dele que ainda estava viva: a Dona Teresa. Assim foi.

E quando a Dona Teresa morrer quem há-de governar o Condado Portucalense? O marido já morreu. A mulher também há-de morrer. E depois? Quem fica a governar?

Desconfio que tu estás com vontade de responder que, depois do marido morrer e da mulher também morrer, quem deve governar é o filho. Mas tu sabes lá se eles tinham algum filho? Pois é verdade que tinham.

Vou apresentar-te o filho do Conde D. Henrique e da Condessa D. Teresa. Põe-te de pé.”

Adaptado de Rómulo de Carvalho, As Origens de Portugal. História Contada a uma Criança, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1999

 

 

 Ficha de Trabalho

 (a construir pelos professores)