A actividade física tem dado provas na melhoria da capacidade de produzir trabalho. As pessoas ficam mais satisfeitas, mais produtivas e as relações humanas ganham com o facto de haver mais comunicação entre as pessoas. Um dos aspectos muito importantes a ter em conta são as consequências que um estilo de vida inactivo tem para a sociedade sob o ponto de vista da saúde pública.
Agora já se começa a relacionar a actividade física com a saúde. Nunca é demais focar que a actividade física reduz os riscos das principais doenças crónicas e grande parte das doenças cardiovasculares. Uma pessoa com um estilo de vida sedentário tem o dobro das possibilidades de contrair doenças coronárias do que uma pessoa com um estilo de vida activo.

O sedentarismo cria condições para que qualquer esforço físico pareça desagradável e penoso. Esta sensação tem um efeito dissuasor que tende a reduzir, ainda mais, o nível físico do sedentário. A função muscular tem a missão de proteger o indivíduo das doenças da civilização que são o sedentarismo, o desequilíbrio alimentar e o stress.
É indispensável que cada um se encarregue de gerir racionalmente a sua condição física uma vez que a vida quotidiana e profissional, urbana e mecanizada, já não dá , naturalmente, uma resposta a esta questão.

A sociedade moderna tem um modo de vida sedentário, a isto juntam-se:
- erros higiénicos (consumo de tabaco, alcoól e drogas)
- erros alimentares (muitas gorduras animais e açucares rápidos)
- estados de tensão psicológica (stress) ligados à vida urbana, condições de trabalho e deslocação, que levam a um abuso dos medicamentos
- condições de trabalho agressivas (poluição, níveis sonoros elevados, etc.)

O sedentarismo manifesta-se a nível físico por: - deficiente capacidade de adaptação a esforços
- diminuição da força muscular (fadiga rápida) - atrofiamento das articulações e diminuição da flexibilidade dos músculos
Consequências:
- aparecimento de doenças cardio-vasculares
- peso excessivo em gordura e magreza muscular
- atrofiamento do esqueleto e dor de costas desde muito novos.

 

 

 

 

 

Todas as doenças implicam uma debilidade no sistema de defesa do organismo. A compreensão das doenças depende de uma descrição clara dos sintomas. Os sintomas são manifestações dos processos vitais alterados, sendo que estes se manifestam geralmente por mudanças da temperatura corporal como a febre, a fadiga, perda de peso e dor ou hipersensibilidade dos músculos ou órgãos internos. A medicina preventiva é a especialidade medica que fomenta a saúde e previne as doenças. As principais normas deste tipo de medicina consistem em manter uma dieta nutritiva e equilibrada baixa em gorduras, dormir e descansar o suficiente, realizar exercício físico com regularidade e submeter-se a revisões médicas periodicamente. Muitos médicos recomendam ainda a redução de ingestão de colesterol e sal para diminuir o risco de doenças cardíacas, os dentistas recomendam o uso de flúor nas crianças para evitar as cáries, é recomendado ainda o uso de vitamina C para prevenir as constipações. Resumindo, o importante é a prevenção das doenças, actuando antes que estas se manifestem.

STRESS - A exposição prolongada ao stress esgota as reservas energéticas do corpo e pode levar, em situações extremas, à morte. Estes transtornos psicossomáticos afectam geralmente o sistema nervoso central que controla os órgãos internos do corpo. Pessoas que estejam submetidas a grande stress têm maior propensão a contrair doenças. O stress e as suas consequências dependem de inúmeros factores, da pessoa, do ambiente e das circunstâncias, ou da combinação entre eles. É necessário que o homem aprenda a lidar com o stress e tenha capacidade de resgatar os seus antigos hábitos saudáveis.

LER (Lesões por esforços repetitivos) - identifica um conjunto de doenças que afectam os músculos, tendões e nervos dos membros superiores devido a actividades de trabalho que exigem movimentos manuais repetitivos, contínuos, rápidos e por longos períodos, com posturas ou equipamentos inadequados. - A actividade física actua na prevenção deste tipo de doenças - A orientação a respeito da postura corporal também restabelece o bem-estar bio -psico - social.

 

 

DESCANSO - Chamamos descanso a um tempo de repouso no qual o organismo recupera o seu equilíbrio. A sua principal forma é o sono. Em oposição ao estado de vigília, o sono caracteriza-se por baixos níveis de actividade física e por uma menor resposta a estímulos externos. O sono cumpre duas funções biológicas interrelacionadas: por um lado tem um papel importante na regeneração orgânica e cerebral, facilitando a síntese de moléculas como as proteínas; e por outro lado participa na regeneração dos processos mentais como os mecanismos conscientes, as capacidades cognitivas, etc. À medida que se cresce, tanto a distribuição como as necessidades totais do sono num período de 24 horas vão sendo alteradas. Um recém nascido precisa de dormir em média cerca de 16 a 18 horas, com um ano de idade este tempo diminui para 14 ou 15 horas, aos 4 anos entre 10 e 12 horas e menos de 10 horas aos 10 anos de idade. Na adolescência a necessidade de sono continua a diminuir até que se estabiliza entre as 7 ou 8 horas na idade adulta. Durante a 3ª idade perde-se a capacidade de sono prolongado, o normal é dormir pouco durante a noite e dormitar durante o dia.

DROGAS - Este termo engloba as substâncias estupefacientes e psicotropicas naturais ou sintéticas cujo consumo provoca a dependência física e orgânica, assim com o desejo incontrolável de se consumir doses cada vez maiores com o objectivo de se evitar o síndroma de abstinência. Existem inúmeros tipos de drogas diferentes, no entanto todas partilham de uma mesma característica alteram o estado normal do organismo. No geral os médicos recomendam o não consumo de nenhum tipo de droga ou medicamento que não seja receitado por um profissional e com fins terapêuticos.

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