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Formação: Os Afetos Também Contam! Vinculação da Teoria à Prática

12 Nov 2015

A investigação nesta área sugere que, as experiências de vinculação exercem um papel crítico na construção de esquemas mentais que regulam o funcionamento interpessoal dos indivíduos (Greenberg, Speltz & Dekleyn, 1993). Ocorrendo desde os primeiros meses de vida da criança, estas experiências começam a delinear os processos de construção da personalidade (Bowlby, 1969/1982). Fuertes (2012) sublinham que, a vinculação pode assim ser simultaneamente uma da força (sempre que a família/ cuidador é uma base segura), ou uma fragilidade (p.e. em casos de risco, por mau trato ou abuso sexual).

As práticas de intervenção precoce não podem ignorar este domínio central do desenvolvimento infantil (Greenberg, 2005). A par disso, o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) prevê desde 2010 nos critérios de elegibilidade para a intervenção precoce, as “perturbações graves da vinculação ou outras perturbações emocionais”. Neste sentido, é pertinente reforçar esta área de conhecimentos, para que os técnicos possam intervir de modo profícuo ─ inserida num trabalho de investigação-ação de mestrado da Escola Superior de Educação de Lisboa, é pois objetivo desta formação discutir sobre os modelos teóricos da vinculação, bem como, refletir acerca das práticas adequadas a cada caso particular.

Participantes: 20 técnicos de Equipas Locais de Intervenção (ELI’s) do SNIPI, que tenham em acompanhamento crianças até aos 24 meses de idade e suas famílias

Tempo de formação: de novembro de 2015 a maio de 2016, uma vez por semana (a iniciar dia 27 de novembro de 2015)

Horário: Pós-laboral, das 18h às 20h

Local: Escola Superior de Educação de Lisboa (ESELX)

Custo de formação: 15€ para emolumentos

Objetivos da Formação:

  1. Analisar e discutir a importância da vinculação no desenvolvimento infantil;
  2. Descrever os modelos e perspetivas teóricas no âmbito da vinculação;
  3. Conhecer provas de avaliação da qualidade de vinculação – escala MINDS, aferida para a população portuguesa;
  4. Aprender a usar a escala MINDS a casos práticos;
  5. Desenhar um plano de intervenção centrado na melhoria da qualidade da interação da díade mãe-bebé;
  6. Conhecer o impacto dos conhecimentos adquiridos, nas práticas diárias dos profissionais, na relação/envolvimento profissional-família;
  7. Detetar possíveis melhorias a curto prazo, na interação diádica mãe-bebé.

Ficha de Inscrição

Após o preenchimento da ficha de inscrição deve enviar para susanat@eselx.ipl.pt
 

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